01 - Coração Vagabundo (Caetano Veloso)
Mon cœur a tant d’espérance Mon cœur en enfance Désire et attend l’inconnu
Mon cœur en adolescence N’est pas que l’absence D’une ombre incertaine entrevue
Qui traversant mes rêves Sans un mot d’adieu A laissé dans mes yeux L’interminable pluie
Mon cœur est un vagabond Il veut garder le monde En lui
Mon cœur est un vagabond Il garderait le monde En lui
Meu coração não se cansa De ter esperança De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança Não é só a lembrança De um vulto feliz de mulher
Que passou por meus sonhos Sem dizer adeus E fez dos olhos meus Um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo Quer guardar o mundo Em mim
Meu coração vagabundo Quer guardar o mundo Em mim
Sidney Rodrigues – guitare classique Rômulo Marques – contrebasse Luis Augusto Cavani – batterie Dominique Bouzon – flûte basse Médérick Bourgue – violoncelle Silvano Michelino – percussions Ed. Arlequim
Participation spéciale: Georges Moustaki
| 09 - Como eu Sonhei J’ai Tant Rêvé (M. Modo/H. Salvador)
Como eu sonhei Poder voar além do céu, além do sol Ser uma nave longe de qualquer farol Ah, como eu sonhei
Eu procurei Achar a fonte mais secreta do prazer A misteriosa chave do meu bem-querer Ah, eu procurei
Eu quis achar no amor Um pouco de razão Ele me atravessou Não deu explicação E eu perguntei em vão Por que você? Por que tão bom? Não tem porquê.
Já conheci Tanta manhã sem esperança de ficar Tanto amanhã que foi promessa de voltar Juras de amor Às vezes dor Às vezes paz
Eu conheci Um amanhã com tanta pressa de chegar Uma manhã que foi promessa de ficar Ah, como eu quis Acreditar No que eu sonhei…
Sidney Rodrigues – guitare classique Luis Augusto Cavani – batterie Josué Domingues – basse électrique Silvano Michelino – percussions | 2. Ilha do Mel Belle-Île en Mer (Laurent Voulzy)
Ilha do Mel Lagoa da Conceição Cem anos são Um oceano Esses anos de separação No meu coração
Primeiro foi solidão Partir, pisar Num outro chão Pra lá dos Andes andar Pr’além Do mar Querendo chegar Onde as ondas inda vão Rebentar Como a raiva de quem tem Que abandonar o seu lugar
Ilha do Mel (…)
Depois cigano seguir Saber, sentir Que o povo de lá É igual ao povo de cá A dor, a fé A mesma raiz Que toda terra é matriz Descobrir Que o nosso vero país Fica onde a gente for feliz*
Ilha do Mel Lagoa da Conceição De Parati Um oceano Ou cem anos de separação No meu coração
Valparaíso Faro, Cascais Lisboa Meu coração Já não perdoa Esses anos de separação E para ti voa
* Esta frase é do escritor chileno Luís Sepúlveda, a quem dedico esta canção. Cette phrase est de l’écrivain chilien Luís Sepúlveda, à qui je dédie cette chanson.
Sidney Rodrigues – guitare classique Luis Augusto Cavani – batterie Josué Domingues – basse électrique Médérick Bourgue – violoncelle Silvano Michelino – percussions
Laurent Voulzy Éditions
| 10 - Amour Secret Meu Bem-Querer (Djavan)
Amour secret Mon amour inlassable Mon inaltérable feu Défendu
Amour sacré Mon tabou, ma voyance Parole et silence Mal et salut
Amour sacré Amour tendre Mon cœur est en cendres Le temps a scellé mon sort Et je meurs brûlée Renais et brûle et meurs encore
Robson Galdino – guitare classique Christian Toucas – accordéon
EMI Music Publishingngues – basse électrique Silvano Michelino – percussions | 3. Tão Sentimental Foule Sentimentale (Alain Souchon)
Participation Spéciale: Márcio Faraco
Olha que vida ideal Longe do feio e do mau Vivendo o prazer total Tudo que é bom sendo legal A gente crê Que ser feliz é poder Comprar tudo o que se vê E aparecer rindo na TV Povo tão sentimental Sonhador, cordial Acreditando no bem, no mal Da paz e do carnaval Tão sentimental Em pleno comercial Sol, sul e sal
Na solidão Da caixa de papelão Tanta embalagem em vão Tristeza, oco, desilusão A gente tem Desejos que não convêm Tratado que nem gado Desde bem neném Pobre coitado de quem É tão sentimental Tão pacato e banal Sonhando estrelas, amor total Esperando o carnaval Tão sentimental Vivendo um comercial Sol, sul e sal
Castelo, Caras e até Novela, Globo e Pelé Como dói andar a pé Ser só ralé ser só Zé Mané Sem ser Gisele A gente sente na pele Vontade de acreditar Abrir as asas e voar Povo Tão sentimental Sonhador, cordial Acreditando no bem, no mal Da paz, etc e tal Tão sentimental Vivendo um comercial Sol, sul e sal
Silvano Michelino – percussions Robson Galdino – guitare classique
Ed. BMG Music Publishing | 11 - Estrela do Mar Bille de Verre (Michel Rivard/Maxime Le Forestier)
Um barco, uma vela Azul e amarela Levou papai Pro Mar do Japão Pra lá do Sião E do Império do Sol Não vou ter medo não Depois do verão Ele vai voltar Me trazendo de lá Bicho da seda E estrela do mar
Se a noite fechar Saudade apertar Vou lembrar que sei De um reino encantado Onde o cavalo alado É o padrinho do rei Vou vencer o dragão Proteger meu irmão Ele vai se orgulhar E me trazer de lá Bicho da seda E estrela do mar
Um dia eu também Hei de navegar Por mares além Me aventurar E finda a tempestade Há de haver alguém A esperar Que eu lhe traga de lá Bicho da seda E estrela do mar
Um barco, uma vela Azul e amarela Levou meu pai Valente e ofegante Ele vai, de elefante Um tesouro encontrar Vou contar até cem Semana que vem Meu pai vai chegar Me trazendo de lá Bicho da seda E estrela do mar
Uma estrela do céu E uma saia de seda Da cor do mar
Il me rapportera Une bille de verre Et un verre à soie
Dada Vianna – percussions Robson Galdino – guitare classique, guitare acier, basse électrique Ed. Editorial Avenue | 04 - Portrait en Noir & Blanc Retrato em Branco e Preto (Chico Buarque/Tom Jobim)
J’ai souvent marché sur ce chemin Qui ne me mène à rien de rien Ses secrets je les connais trop J’en connais les pièges et les détours Et je sais qu’un jour à mon tour J’y laisserai jusqu’à ma peau Mais comment faire pour qu’il s’efface Cet envoûtement tenace Qui me hante Que je chasse Qui me tourmente pourtant? De ses souvenirs si dérisoires Vieilles amours, vieilles histoires Vieux portraits en noir et blanc
Me voilà partie vers mon mirage Rechercher le vieux naufrage Que j’ai tellement bien connu À moi les nuits blanches, les poèmes, L’œil cerné, les matins blêmes Je t’écris, je n’en peux plus Je veux te parler des errances De mes pauvres espérances Des sonnets que je balance Pour personne au gré du vent Une épave en plus à la dérive Un cœur en sang, une plaie vive Un portrait en noir et blanc
Sidney Rodrigues – guitare classique Rômulo Marques – contrebasse Luis Augusto Cavani – batterie
Ed. Arlequim
| 12 - L’Échelle de la Douleur A Dor na Escala Richter (Márcio Faraco)
La terre tremble à l’autre bout de la planète Alors que chez moi le calme plat me terrasse D’autres guerres charrient la mort violente Et moi qui regarde en paix mangeant des glaces
Ah s’il y avait une échelle de la douleur Je connaîtrais le degré de ma souffrance Est-ce que la douleur de celui qui n’a rien Se compare à celle de qui a tout perdu?
Quelle est la douleur la plus forte du monde? Je crois que la douleur pourrait être revue Car dans la revue le mal me paraît pâle Face à la douleur palpable qui palpite en mon cœur
‘Y a tant de choses présentées comme nouvelles L’essentiel en deviendrait le négligeable Non pas que la mort soit en fait exotique Ou trop lointaine pour être véritable
Mais dans la confusion des sentiments Devant la futile princesse et son amant On commence à croire au tremblement de terre Lorsque la télé tombe de l’étagère
Médérick Bourgue – violoncelle Robson Galdino – guitare classique | 05 - Água na Boca L’Eau à la Bouche (Serge Gainsbourg)
Ouve a minha voz, escuta a minha prece E o meu coração batiendo que estremece Vem que é pra não me deixar louca Que eu tou com água na boca
Te quiero seguro te sinto ansioso Te quiero maduro, te sinto dengoso Vem que é pra não me deixar louca Que tengo água en la boca
Deixa escorregar teu navio Devagar no leito do rio E vem no meu Que é todo seu Se solta agora E vamo-nos embora
Quiero te saborear com mucha calma Pode se entregar sin miedo, cuerpo y alma Vem que é pra não me deixar louca Que tengo água en la boca
Esta noche eu quero que você se deite Que a gente se enrole, role e se deleite Mas se eu parecer muito louca Vem e me beija na bo-o-ca
Sidney Rodrigues – guitare classique Rômulo Marques – contrebasse Luis Augusto Cavani – batterie Dominique Bouzon – flûtes traversières Silvano Michelino – percussions
Warner Chappell Music Publishing
| 13 - Jardim Jardin d’Hiver (B. Biolay/Keren Ann)
Eu só quero um sol verdim Pé de manga e de jasmim Muita fita do Bomfim Aqui no meu jardim Quero figa de marfim Afastando o que é ruim Respirar pirlimpimpim Aqui no meu jardim
A chuva cai Inundando o capim Do mesmo céu Você veio pra mim O tempo vai Quanto tempo já foi Ninguém mais Só nós dois
Quero ouvir o passarim ‘Ssobiando Tom Jobim Cachoeira e mar sem fim Aqui no meu jardim Quero um cheiro de alecrim Tua beleza Diadorim E te ouvir dizer que sim Aqui no meu jardim
Quero um corte de cetim Samambaia no xaxim E te ouvir dizer que sim Aqui no meu jardim
Sidney Rodrigues – guitare classique Rômulo Marques – contrebasse Luis Augusto Cavani – batterie Dominique Bouzon – flûtes traversières | 06 - Comme une Vague Como uma Onda (Lulu Santos/Nelson Motta)
Rien ne sera comme avant D’avoir été frôlé par le temps fugace Tout s’en va, s’envole, passe Passera La vie s’en vient en vagues comme L’océan Qui ne s’endort ni se lasse
Tout ce qui se voit n’est pas Pareil à ce qu’on verra dans une seconde Tout renaît toujours des cendres Du monde À quoi bon tenter d’écrire Retenir Sur le sable la trace Elle arrive et tout s’efface Et l’on recommence Comme une vague qui va
Nada do que foi será De novo do jeito que já foi um dia Tudo passa, tudo sempre Passará A vida vem em ondas como Mar Num indo e vindo infinito
Tudo o que se vê não é igual Ao que a gente viu há um segundo Tudo muda o tempo todo No mundo Não adianta fugir Nem mentir a si mesmo Agora Há tanta vida lá fora Aqui dentro, sempre Como uma onda no mar
Josué Domingues – basse électrique Silvano Michelino – percussions Robson Galdino – guitare classique, guitare acier Christian Toucas – accordéon
Ed. Warner Chappell Music Publishin | 14 - Bilingue Bilingue (Bia Krieger)
Uma canção que não quer dizer nada Você não fala mesmo português Um monte de palavra improvisada Cantada
C’est une chanson de moitiés de paroles De toute façon tu ne parles pas français Alors j’invente un peu je raffistole Raccolle
C’est toi, meu coração Que j’aimeu bem-querer J’aurais voulu te contar Mais tu ne vas rien entender
Les mots me font défaut Alors je donne Ma langue au chat pour qu’il Ronronne
Patati, patata Laià, badidauê J’essaie de t’ impressionar Queria communiquer
Mas como eu não conheço a sua língua esquisita meu bem Os gestos vão servir pra te falar A língua a gente usa pra beijar
Patati, patata Baiá, badidauê Je suis à deux doigts de gostar Eu acho que vou craquer
Meu nome não é Jane Tu me pardonnes Você Tarzan et moi … Simone?!
Patati, patata Baiá, badidauê Mais moi pas comprendre toi Eu não entender você
Mais sans connaître un traître mot De ta drôle de langue étrangère On n’a qu’à parler juste avec les mains Nos langues serviront à d’autres fins
Sidney Rodrigues – guitare classique Luis Augusto Cavani – batterie Josué Domingues – basse électrique Dominique Bouzon – flûtes traversières Silvano Michelino – percussionsRobson Galdino – guitare classique
Ed. Editorial Avenue | 07 - À la Fontaine Lavadeira do Rio (Lenine-Bráulio Tavares)
Toi qui laves à la fontaine T’as trop d’affaires à laver Et du savon, Marjolaine T’en auras jamais assez
Mais va-t’en courant à la plage Va voir le vent qui se bat Écoute le bruit des vagues Qui creusent le sable Et qui brisent les mâts
Eh Oh, le vent me secoue Eh Oh, j’attends sous la pluie Eh Oh, je veux mon amour Avant la tempête, avant la nuit
Oh vite, reviens Isabelle Ne t’occupe pas des garçons Quand on est pauvre et si belle Il faut bien faire attention
Mais vite, reviens Isabelle Tu connais les filles d’ici Qui ne sont pas demoiselles Mais qui n’ont pas de mari
Mais vite, tu rentres Isabelle Tu sais que les filles ici Ne restent pas demoiselles Mais n’ont jamais de mari
Eh Oh o vento soprou Eh Oh a folha caiu Eh Oh cadê meu amor Que a noite chegou fazendo frio
Sidney Rodrigues – guitare classique Rômulo Marques – contrebasse Luis Augusto Cavani – batterie Médérick Bourgue – violoncelle Silvano Michelino – percussions
Trama Edições Musicais | 15 - A Má Reputação La Mauvaise Réputation (Georges Brassens)
No meu bairro, sem pretensão Tenho horrível reputação Todos gritam quando eu me calo E se escandalizam quando falo E eu que não pensava que era pecado Evitar a trilha onde anda o gado Mas a gente detesta quem Não segue as ordens de ninguém Essa gente detesta quem Não segue as ordens de ninguém Todos me chamam de indecente Tirando os mudos Naturalmente
Quando enterram o presidente Fico na minha cama quente Que me importa se o rei morreu Viva o palhaço e viva eu! E eu que não pensava que era pecado Ser indiferente a um engravatado Mas a gente detesta quem Não segue as ordens de ninguém Essa gente detesta quem Não segue as ordens de ninguém Todos apontam pro indecente Fora os manetas Naturalmente
Se um garoto rouba um melão E um rico grita “Pega ladrão”! Não resisto e passo rasteira E olha o doutor lambendo poeira! E eu que não pensava que era pecado Ajudar o menor abandonado Mas a gente detesta quem Não segue as ordens de ninguém Essa gente detesta quem Não segue as ordens de ninguém Todos perseguem o indecente Fora os pernetas Naturalmente
Não preciso um mago Merlim Pra saber qual será meu fim No meu bairro à noite se escuta “Lincha, lincha o filho da mãe!” E eu que não pensava que era indecência Seguir o caminho da conciência Mas a gente detesta quem Não segue as ordens de ninguém Essa gente detesta quem Não segue as ordens de ninguém Todos verão meu funeral Tirando os cegos É natural!
Yves Desrosiers – guitare classique Erik West Millette – contrebasse Bia Krieger – guitare classique
| 08 - Appel Apelo (Vinicius de Moraes/ Baden Powell)
Viens, mon amour avant l’orage Ne vois-tu pas les nuages Comme il fait soudain si lourd ? Viens, vole vite, à perdre haleine Sous la terre encore sereine Je sens le torrent qui sourd
Ah, mon amour, quel temps étrange Le ciel est voilé d’orange Tous les oiseaux se sont tus Viens, je sens venir des rafales Qui arracheraient les voiles De voiliers déjà perdus
Viens , mon amour le ciel est sombre Mais cachés dans la pénombre Nourricière de la nuit Nous pourrons faire le long voyage Et que les risées sauvages Nous emmènent loin d’ici
Viens, on a la foi souveraine Un amour qui vaut la peine* Un pays nous attend là-bas Viens, je veux vivre et je t’appelle On n’a qu’à battre des ailes Le vent nous emportera
Sidney Rodrigues – guitare classique Rômulo Marques – contrebasse Luis Augusto Cavani – batterie Dominique Bouzon – flûtes traversières Médérick Bourgue – violoncelle
*J’ai emprunté cette phrase au poème de Richard Desjardins « Nous Aurons » « Nous aurons des corbeilles pleines Des roses noires pour tuer la haine Des territoires coulés dans nos veines Et des amours qui valent la peine » | |
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QUELQUES MOTS DE VOUS
Luis Oliva: Bonjour Bïa, J'étais au spectacle au club soda au mois de novembre, et je dois dire que j'ai. . . comment dire. . . j'ai complètement capoté! Merci pour ce beau voyage! Bia, quelques mots pour vous remercier de la superbe soirée passée en votre compagnie, vendredi soir dernier à St-Jean-sur-Richelieu. Merci pour cette douce folie, pour ces si belles chansons qui me font verser une larme à chaque fois, pour ces moments de bonheur (qui passent trop vite!), pour la gaieté et les émotions, pour les paroles touchantes, pour la musique envoûtante. C'était la quatrième fois qu'on vous voyait en spectacle. On a déjà hâtes à la prochaine fois! Caroline et Jean PS: "Merci pour Une chance qu'on s'a....", vraiment très apprécié! Parabens pelo maravilhoso show!!!! Foi realmente otimo! Suas musicas sao lindas, musicos otimos, e talentosos. Voce eh uma grande cantora! Ficamos aguardando outro show em breve. Um grande abraco Julia Souhami
Magnifique....je n ai rien d autre a dire.......... Fabrice Laurent
"Bonjour Bia! Merci encore à toi et tes musiciens pour hier soir! Vous êtes merveilleux, au plaisir de se revoir.... Chantal Mathen
J'allais vous écrire aujourd'hui même pour vous dire combien votre prestation de dimanche soir a réjoui nos coeurs. Vous avez une présence extraordinaire, vous communiquez tout naturellement avec les spectateurs, et votre répertoire est d'une qualité rare, marqué au coin de l'exigence et de la beauté musicale. Et vous avez des musiciens qui sont dignes de travailler avec vous. Enfin, quelle belle sensualité dans votre voix et votre gestuelle! Gaëtan Clément
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